

A lógica que este projeto quer quebrar é a que nos trouxe até aqui.
Segundo o Relatório Mundial da Desigualdade de 2026, apenas 56 mil pessoas têm três vezes mais riqueza do que 4 bilhões de pessoas juntas.
Isso não veio de falha de sistema. Todo sistema dura enquanto parece normal. Veio de falha de consciência — da média da consciência. Nós fomos essa média.
Na indústria em que fomos formados, a criativa, a regra se repete inteira: os donos enriquecem, e quem produz a riqueza continua na média.
Começamos por onde estávamos: construímos uma ferramenta para fazer o que chamamos de distribuição de prosperidade.
Distribuir prosperidade exige uma coragem só: alguém abrir mão.
Testamos essa coragem em 2024, num projeto para a Embaixada do Brasil em Londres com o Science Museum. Dividimos nosso lucro com sete pessoas — algumas das quais nem participaram diretamente do projeto. A sensação de fazer isso deixou uma chama acesa.
Falamos do lugar onde havia o que dividir.
Em 2026, transformamos isso em software.
A visão é que a ferramenta se espalhe pelo mundo — livre, ou ligada a nós.
Se for ligada a nós, todo o lucro pós-operacional vai para experiências de arte e educação nos dois primeiros setênios: o desbloqueio do fluxo criativo nos seres humanos do futuro. Foi decidido assim na estaca zero.
E assim o ciclo fecha.
me → we → everybody